"Todas nós temos anseio pelo que é selvagem. Existem poucos antídotos aceitos por nossa cultura para esse desejo ardente. Ensinaram-nos a ter vergonha desse tipo de aspiração. Deixaram-nos crescer o cabelo e o usamos para esconder nossos sentimentos. No entanto, o espectro da Mulher Selvagem ainda nos espreita de dia e de noite. Não importa onde estejamos, a sombra que corre atrás de nós tem decididamente quatro patas." -Clarissa Pinkola Estés
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quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Solitude x Solidão

Solitude é opção. É sentir-se bem sozinho, procurar estar só.

Solidão é estar só quando se deseja o contrário.

Quando se busca independência e não se colocam limites, você acaba trazendo na bagagem uma mistura das duas coisas, você se acostuma a estar sozinho, aprende a gostar da sensação de ficar só e da liberdade, porém não é propriamente uma escolha e nesse tenro limiar, quando menos se espera, você se perde na solidão.

Você se locomove acompanhado, trabalha com muitas pessoas, almoça com outras, estuda com diversas e mora com alguém. Continua vivendo nessa linha tênue entre a solitude e a solidão, não opta por ser só, mas sente-se assim. As vezes é bom, as vezes não é. Faltam palavras pra definir essa linha, você quer estar só, mas as vezes sente-se só.

Você tem amigos e está na companhia deles sempre, como pode ser sozinho? Você os escuta e ajuda a resolver ou passar pelas suas crises, está sempre disponível e então, quando sente-se solitário, depois de atravessar para o lado da solidão inconscientemente, eles não notam, porque você sempre é só.

Chega aquele momento em que você quer um abraço pra se sentir bem, não pra curar a dor do outro, quer falar de notícias, clima, trabalho, vida, tomar uma cerveja, uma coca-cola, um suco, uma água e estar acompanhado com a atenção na vida, não na Tv. Esse momento não chega.

Será que não chega porque você sempre se mostrou sozinho ou por que eles são incapazes de perceber?

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Quando eu entrei na UNIFESP...

Em janeiro de 2011, quando cheguei na Unidade Ponta da Praia pela primeira vez, no dia da minha matrícula, conheci logo de cara 3 veteranos maravilhosos. Eles me falaram da universidade, das festas, das aulas, do curso de fisioterapia, e das greves tão recentes. TRAUMA era a melhor palavra pra descrever o sentimento da universidade em relação a greve do ano anterior, que os deixou sem férias, inclusive. Confesso que eu quase sofri uma lavagem cerebral naquele momento, "não faça greve de jeito nenhum!" "Nunca!" "Greve só atrapalha!", e coisas assim. Era um sentimento geral, não só dos 3 veteranos maravilhosos que me receberam no dia da matrícula. As semanas foram passando, e entre cozinha numa sala de aula no verão de Santos, tomar chuva pra chegar ao restaurante e até, por não, sentar no chão pra assistir aula, eu entendi o motivo das greves de 2010. E olha que graças àquela greve, os bixos de 2011 sofreram bem menos! Mesmo assim ainda tinha muita coisa a ser feita, e em apoio ao técnicos da universidade e aproveitando para reivindicar coisas para as categorias de discentes e docentes, em 2012 entramos em greve de novo. 
Mas a universidade tinha sequelas, muitos medos, muitos traumas, muitas travas, e o que era pra ser um momento de união e conquista, rachou a universidade ao meio. Pessoas maravilhosas que eu conheci em tempos de paz, simplesmente pararam de falar comigo porque meu posicionamento em relação a greve era diferente. Triste. Eu realmente gostava dessas pessoas. 

Mas a universidade não é só greve, a universidade é fazer novos amigos, é crescimento pessoal, crescimento profissional, é festejar em véspera de prova, é beber até cair, é virar noites estudando, é passar nervoso com estrutura, é tropeçar na escada, é se apaixonar por pessoas, profissões, é se apaixonar pela vida. É vida!
Além da experiência pra maioria de morar fora da casa dos pais, a cidade é diferente, as pessoas tem histórias muito diferentes e as responsabilidades são enormes. É viver como gente grande, não importa se você tem 16 ou 50 anos. 

Existem sim pessoas imaturas, existem sim pessoas atrapalhadas, existem sim pessoas desligadas, existem sim pessoas capazes de gostar de todos os tipos de pessoas. E você encontra todas elas na UNFESP - BS. 
Curtam o trote por completo!
Bixos, eu contei tudo isso pra pedir: não sofram lavagens cerebrais! Eu fui aliciada pelos 2 lados da força e só tomei partido quando tinha muito claro pra mim tudo o que tinha acontecido nos anos anteriores e tudo o que estava acontecendo no meu ano. Não sejam bixos manipulados, sejam bixos! Só isso!


Em 2011 eu conheci pessoas incríveis, que levarei pra toda vida, experiências únicas, fotos memoráveis, aprendi muito sobre a fisioterapia, descobri que não somos um curso várzea, apesar de termos menos aulas no primeiro termo, decorei a maioria das siglas que usamos (TS, IS, MAC, MTS, FBAH, DCE, NAE...), parei de me apavorar com cara feia de professor (alguns fazem mesmo) e comecei a me redescobrir. O primeiro ano é simplesmente maravilhoso!

E explorem seus veteranos, nós estamos aqui pra dar trote e pra ajudar vocês, juro que no fundo somos todos bonzinhos =)


BeijO, Dreads.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

A que quer salvar o mundo.

Sou eu!

Essa mais recentemente re-desperta blogueira é a que quer salvar o mundo.
- O mundo não tem salvação!
Fale pelo seu mundo! O meu tem sim. Estou disposta a trabalhar contra os corruptos, contra os ladrões, contra os traficantes, contra o tio explorador da cantina, a mocinha que jogou o papel da 7 Belo no asfalto ou contra todos os outros males saídos da caixinha bonitinha de Pandora.
Sou a revolucionária, ou a guerreira. A que pensa mais em levantar o braço e ir pra luta do que em juntar gente pra revolução. Não gosto muito dos bastidores da guerra. Prefiro lutar.